Shame on You: Egos Frágeis

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Há algum tempo eu ando refletindo como ultimamente muitas pessoas parecem ter egos superinflados e superfrágeis. São pessoas que não conseguem ler/escutar uma crítica sem se armar de tochas e ancinhos e sair perseguindo aqueles que ousaram abrir a boca para reclamar ou ter uma opinião diferente da maioria. Vide o exemplo dos loucos fãs de Twilight que faltaram organizar um atentado contra Stephen King porque ele disse que a Stephanie Meyer não sabia escrever.

O principal erro dessas pessoas é levar tudo para o lado pessoal. Cara, se eu digo que Twilight, The Vampire Diaries, The Secret Circle ou qualquer um desses livros/series/filmes não prestam, eu não estou atacando você, eu estou simplesmente dizendo que eu não gosto e acho uma droga e, guess what? Eu tenho direito a uma opinião do mesmo jeito que você tem o direito de achar essas porcarias maravilhosas.

Uma crítica não é o fim do mundo, muito menos um ataque pessoal. É apenas, de acordo com o dicionário, uma análise, um comentário, seja ele positivo ou negativo. Não significa que a pessoa tenha ‘inveja’ de você ou da sua série/filme/livro/músico favorito. Significa apenas que aquele indivíduo resolveu comentar/analisar aquele determinado assunto e, da ultima vez que eu chequei, isso não é crime.

Eu acho sinceramente que pessoas desse calibre, que não aguentam ouvir uma crítica negativa sobre seus livros/filmes/series/músicos favoritos ou sobre seus comportamentos, são apenas sintomas de uma sociedade egocêntrica e infantil. Uma sociedade que incentiva todos a acharem que são o centro do universo e que tudo que é dito refere-se a elas; que tudo que elas dizem e fazem é digno de menção; mas que na verdade, a única coisa que essas pessoas merecem mesmo é pena.

Pena porque um dia, muito em breve, quando elas saírem da segurança do seio familiar, elas vão ouvir críticas de verdade, sobre seu trabalho, sobre seu desempenho, sobre sua vida e aí? Vai fazer o quê? Gritar e xingar o chefe? Exclamar que ele está com inveja do seu “sucesso”? Afirmar que todo mundo está conspirando contra você?

Quem anda na blogosfera vê vários autores iniciantes tento posturas desse tipo. Eles se recusam a aceitar críticas ao seu trabalho e reclamam porque um blogueiro ousou dizer que não gostou do seu livro. Cara, quanta infantilidade! Nem todo mundo vai gostar do seu livro! Deal with it!

Você preferiria que os blogueiros mentissem para preservar seu ego? Quem você acha que o blogueiro deve priorizar: o autor parceiro ou os leitores do blog? Você acha que os críticos de jornais e revistas de grande circulação vão ser bonzinhos só porque você está começando agora? No sir! Ninguém vai te proteger desse mundo grande e cruel, e você vai ter que engolir alguns sapos. Essa é a vida. Se não gosta, se deita na BR e livre o mundo de mais um sujeitinho de mentalidade medíocre!

Resenha: Mathilda Savitch de Victor Lodato

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Mathilda Savitch
Victor Lodato
Editora Intrínseca
312 páginas

Mathilda Savitch tem conflitos que extrapolam as dores comuns da adolescência: sua irmã mais velha é brutalmente assassinada, jogada na frente de um trem por um desconhecido. Com a angústia de uma nação em guerra contra o terrorismo e os pais enlutados pela tragédia familiar, Mathilda decide usar a maldade para provocar alguma reação neles, que estão completamente catatônicos. Eleito o melhor livro de 2009 pelo The Christian Science Monitor, pela Booklist e pelo The Globe and Mail, o romance de estreia do poeta e dramaturgo Victor Lodato retrata, de maneira impressionante, a vulnerabilidade e a aparente ousadia adolescente.

Nem a capa nem o título de Mathilda Savitch me chamaram atenção em nenhum momento, se não fosse pelo booktrailer, não teria dado uma chance a essa estória. Quando vi o vídeo promocional do livro, com várias garotas repetindo falas da protagonista, tive certeza de que precisava ler esse livro.
Mathilda é tão diferente das garotas entrando na adolescência que se vê na literatura. Seus pensamentos são tão absurdos e, ao mesmo tempo, geniais, que é chocante imaginá-los vindo de uma adolescente. Mas Victor Lodato fez um trabalho incrível dando voz à essa garota tão frágil e tão forte, tentando despertar pais apáticos após a morte de uma irmã. Morte essa que ela não entende, não aceita.
E é essa falta de aceitação que a faz mergulhar nas coisas de Helene à procura de pistas de um possível assassino, e acaba descobrindo verdades sobre si mesma, que até então relutava em encarar.
A narrativa em primeira pessoa é incrível, Lodato soube realmente reproduzir a mente de uma adolescente. O fluxo de pensamento de Mathilda é tão rápido que muitas vezes é preciso voltar algumas páginas para se entender como ela saiu de um assunto e chegou a outro. Por conta disso, o livro é cheio de altos e baixos, apesar de ser uma estória linear, sem um ápice. Há muitos momentos empolgantes na narração e outros em que a leitura se torna mais lenta. Mas como os pensamentos de Mathilda mudam muito rapidamente, isso não dura mais que três ou quatro páginas.
Não acredito que esse seja o livro que vá agradar a todo mundo. A estória é muito real. Não espere um livro policial, com uma investigação à lá Sherlock Holmes. Em alguns momentos durante a leitura, até suspeitei que Mathilda não chegaria a lugar nenhum. Mas ela chegou. E eu até demorei a entender, de tão sutil que foi. Precisei reler o mesmo trecho inúmeras vezes para compreender o que havia acontecido. E, mesmo assim, ainda ficou uma sensação de que faltava alguma coisa. Não que a estória termine de forma confusa, mas há detalhes sobre o que aconteceu com Helene e sobre o que acontecerá com Mathilda, que não ficam bem explícitos. Ficam ao cargo do leitor deduzir o que aconteceu e o que ainda vai acontecer.


Classificação: 5 levirroh

Resenha: O Mar de Monstros

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O Mar de Monstros – Percy Jackson e os Olimpianos #2
Rick Riordan
Intrínseca
287 páginas
O ano de Percy foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro que colocasse os pés no campus de sua escola, nenhum acidente esquisito, nenhuma briga na sala de aula. Mas quando um inocente jogo de queimado entre ele e seus colegas torna-se uma disputa mortal contra uma tenebrosa gangue de gigantes canibais, as coisas ficam, digamos, feias. E a inesperada chagada de sua amiga Annabeth traz outras más notícias: as fronteiras mágicas que protegem o Acampamento Meio-Sangue foram envenenadas por um inimigo misterioso, e, a menos que um antídoto seja encontrado, o único porto seguro dos semideuses será destruído. Nesta vibrante e divertidíssima continuação da série iniciada com O Ladrão de Raios, Percy e seus amigos precisam se aventurar no Mar de Monstros para salvar o acampamento dos meios-sangues. Antes, porém, nosso herói entrará em confronto com um mistério atordoante sobre sua família - algo que o fará questionar se ser filho de Poseidon é uma honra ou uma terrível maldição.
Antes de começar a resenha, vou avisar que não me responsabilizo por nenhum possível spoiler de O Ladrão de Raios que possa haver aqui e para quem ainda não leu minha resenha do primeiro volume da Saga de Percy Jackson, cliquem aqui. Assim como a resenha de O Ladrão de Raios, essa daqui tinha sido publicada no meu blog Papo NoSense, mas decidimos (eu e a Clah) transferi-las para cá antes que eu postasse as resenhas dos três últimos volumes da série, para assim situar melhor o leitor! =D

Começo logo dizendo que O Mar de Monstros é brilhante e isso não é nem um pouco surpreendente. Rick Riordan é um escritor fantástico que colocou no papel uma história de tirar o fôlego, que te amarra, como correntes de bronze celestial ao redor dos seus pulsos, do começo ao fim!

Sinceramente, acho que o segundo volume da saga ainda foi melhor que o primeiro. Aqui, Riordan fez uma releitura divertidíssima da Odisséia de Ulisses, que é um dos mitos gregos que eu mais gosto.

Além de excelentes novos personagens na história, todos os nossos personagens favoritos estão de volta nesse novo volume. Luke continua excelente, apesar de ser o vilão. Gostei que o Sr. D apareceu muito pouco, porém, meu ódio por ele foi transferido para Tântalo. A Annabeth estava incrível e divertida como sempre, assim como Percy. Clarisse foi e continua sendo insuportável!

Por um momento achei que teria um livro sem Grover, já que no final de O Ladrão de Raios ele saiu na missão que todos os sátiros desejam: procurar Pan. Porém, Riordan não dá ponto sem nó, e lá estava nosso sátiro favorito, hilário como sempre, em apuros. 

Os novos personagens também foram ótimos. Adorei a participação de Hermes na história e amei o Tyson. Ele é super fofo.

O desfecho foi sem dúvida surpreendente, mas o título do capítulo me fez suspeitar que aquilo iria acontecer. De qualquer forma, fiquei boquiaberta! Sei que o próximo volume vai trazer uma história ainda mais legal e divertida e mal posso esperar para começar a ler A Maldição do Titã!

Como eu disse na outra resenha, indico o Mar de Monstros para todos os fãs de Harry Potter que se sentem órfãos de um herói mirim e suas loucas aventuras com seus melhores amigos!

Classificação: 5 Velocinos de Ouro

Trecho Favorito:
Essa coisa de “Ninguém” poderia não ter feito sentido para outras pessoas, mas Annabeth me explicara que era esse o nome que Ulisses usara para enganar Polifemo séculos atrás, antes que ele acertasse o olho do ciclope com uma grande estaca quente. Annabeth calculou que Polifemo ainda guardaria rancor daquele nome e estava certa. No frenesi para encontrar o velho inimigo, ele se esqueceu de fechar novamente a entrada da caverna. Parecia nem ter parado para pensar que a voz de Annabeth era feminina, enquanto o primeiro Ninguém era homem. Por outro lado, ele queria casa com Grover, portanto não era assim tão brilhante nessa questão masculino/feminino. (pag 219)

Resenha: O Ladrão de Raios

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Publiquei essa resenha ano passado no meu finado blog Papo NoSense, como só terminei de ler a série agora, achei que seria interessante postar aqui as minhas resenhas passadas para vocês conhecerem minha opinião sobre todos os livros! Quem já leu a resenha por lá, não deixe de ler de novo por aqui, pois dei uma boa melhorada no texto.


O Ladrão de Raios - Percy Jackson e os Olimpianos #1
Rick Riordan
Intrínseca
385 Páginas
Percy Jackson é filho de um deus. Ele está para ser expulso do colégio... de novo. Mas, aos doze anos, esse é apenas mais um dos seus problemas: além do transtorno do déficit de atenção e da dislexia, parece que, ultimamente, criaturas fantásticas e deuses do Olimpo saltam dos livros de mitologia diretamente para a realidade. E ao que tudo indica estão aborrecidos.

O raio-mestre de Zeus foi roubado, e é Percy quem deve resgatá-lo. Para restaurar a paz no Olimpo, ele e seus amigos heróis precisarão fazer mais que capturar o verdadeiro ladrão: Percy terá que encarar o pai, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses. (Sinopse retirada da contracapa do livro)

Na primeira vez que eu ouvi falar sobre Percy Jackson, achei que seria uma cópia barata de Harry Potter e não quis nem procurar saber mais sobre o livro. Passou um tempo, saiu o filme, eu vi, achei legalzinho, e pensei: “okay, vou dar uma chance ao Percy literário.” No final das contas, adorei as aventuras do semideus disléxico e com TDAH.

Realmente, no livro, há alguns elementos que lembram Harry Potter, mas se você souber alguma coisa sobre a jornada do herói ou monomito, conceito criado por Joseph Campbell, entenderá que a fórmula usada tanto por J.K. Rowling, quanto por Rick Riordan é muito antiga e muito mais usada que você pode imaginar.

De qualquer forma, achei a história fantástica! O enredo foi muito bem montado. Não me lembro de ter achado uma única ponta solta nesse primeiro livro. A narrativa é bem agradável, rápida e dinâmica. Você devora as páginas sem nem notar.

Outra coisa do livro que eu amei profundamente foi os títulos dos capítulos. Todos são super engraçados e perspicazes. 

Acho que esse foi um dos livros narrados em primeira pessoa que eu mais gostei. Isso se deve ao fato de Percy não passar todos os capítulos sentindo pena de si mesmo porque seu pai o abandonou, e por ser diferente. Ele é um personagem cativante e super divertido. Também gostei muito do Grover. Já tinha adorado a versão cinematográfica, mas a versão literária é muito mais divertida. 

Fiquei surpresa em gostar tanto da Annabeth. Achei-a tão inútil e chatinha no filme que eu esperava ter a mesma opinião sobre a personagem do livro, mas acabei adorando a brilhante loirinha filha de Atena. 

Gostei muito da forma como os deuses olimpianos são descritos e do fato de que cada semideus tem uma característica de personalidade que lembra seu progenitor divino. Achei que esse é um detalhe muito importante, pois ajuda ao leitor a conectar o personagem ao seu pai/mãe.  

Indico o livro para todos os fãs de Harry Potter que estão se sentindo órfãos de um herói mirim divertidíssimo. 

Classificação: 5 Espadas de Bronze Celestial

Resenha: Anna e o Beijo Francês de Stephanie Perkins

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Anna e o Beijo Francês
Stephanie Perkins
286 páginas 
Novo Conceito

Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?


Anna é uma garota de 17 anos, filha de um autor "best seller" com crise de meia idade e uma psicóloga, que levam mais tempo brigando um com o outro do que observando o que acontece na vida dos filhos. Apesar de tudo isso, Anna é uma garota normal, com amigos e um irmão que mesmo sendo meio pestinha, ela adora.

A história realmente começa quando nossa protagonista se vê obrigada pelo seu pai, metido a intelectual, a terminar seu colegial na França, o que em sua cabeça era o mesmo que atrapalhar o fluxo de toda sua vida, já que tudo estava começando finalmente a dar certo com o garoto dos seus sonhos (ok, eu no lugar dela estaria louca pra ir, mas fazer o quê né? rs).

O quê Anna não contava era que Paris não é conhecida como a cidade mais romântica do mundo à toa. Eis que Conhecemos Étienne, o que encanta Anna e a nós ao mesmo tempo e em mesma intensidade. O único problema dele é o fato de já ter uma namorada. E agora? O que você faria? Mas pense nisso com sinceridade, pois eu sei de coração que a escolha entre o querer e o certo não deve ser fácil. Ainda mais quando a sua recém-conhecida, querida e única amiga TAMBÉM tem uma queda, ou melhor, um tombo pelo dito rapaz.

Bem, falando a favor de Anna, ela tenta fazer o certo, mas a amizade que surge entre os dois não é tão simples assim.

E é no meio de toda essa confusão que acompanhamos Anna, descobrindo Paris, uma língua nova, um novo estilo de vida, e o que é se apaixonar. E posso afirmar pra quem gosta desse gênero de livro, é adorável.

Eu só me dei conta do quanto eu estava sentindo falta desse tipo de livro quando eu me vi presa ao Anna (lembrando sempre a romântica incorrigível que eu sou, rs). Ele é um livro leve de ler, doce e que te deixa com todas as expectativas de saber o que vai acontecer. Vi-me várias vezes com aquelas torcidinhas que fazem nosso coraçãozinho bater, “Não faz isso”, “Não fala isso”, “Ain meu Deus agora vai”, “Seu idiota” e o melhor de todos “Ain meu Deus como ele é fofo”. Senti raiva da Anna, senti mais raiva ainda do Étienne, mas adorei sentir tudo isso.

E eu concordo com a autora, a maioria dos rapazes age exatamente como nosso mocinho quando se trada dessas situações, são covardes.

Leitura que eu recomendo, quem gosta de romance não vai ser se arrepender.

Resenha: O Diário de John Winchester

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O Diário de John Winchester
Alex Irvine
Editora Gryphus
218 Páginas

O Diário de John Winchester traz para os fãs de Supernatural tudo aquilo que sempre sonharam: os rituais de exorcismo que Sam e Dean aprenderam a usar; a história de Samuel Colt; a primeira caçada de Dean; o time de futebol infantil de Sam... 
E tudo sobre a frenética caçada aos seres sobrenaturais.
Este diário reproduz fielmente todas as anotações, conselhos e estratégias que John colecionou e que servem como valiosas armas na saga dos Winchesters. (retirado da contracapa)

Num belo dia de Abril, estava eu passeando com a mamacita pelo Iguatemi, quando paramos para participar da promoção de aniversário do shopping. Tínhamos várias notas fiscais para trocar por cupons, mas no final da apuração dos valores, faltaram R$ 20,00 para fechar o último cupom. Como sou uma filha muito prestativa, me ofereci para ir a Saraiva comprar um livrinho para completar o valor (terrível sacrifício, eu sei!).

Chegando lá, eu vistoriei as estantes, mas não encontrei o livro que queria: O 6º Alvo. Falei com o vendedor e ele me disse que o livro estava em falta. Fui então procurar um livro do Harlan Coben, mas todos estavam de R$ 16,00 (livro barato? Que absurdo!! #sarcasm). Acabei decidindo levar O Poder dos Seis que estavam um pouco mais caro, mas que eu estava doida para ler.

Quando estava caminhando para o caixa, eis que surge, quase iluminado por uma luz celestial, O Diário de John Winchester por R$ 20,00! Meus olhos se encheram de lágrimas; meu coração palpitou; meu cérebro até forneceu trilha sonora de Carry on my Wayward Son! A emoção foi demais! Eu senti que era o destino falando comigo! Larguei Pittacus Lore e corri para o caixa com O Diário nas mãos. Senti naquele momento que aquilo era um sinal dos deuses que o Jeep Compass da promoção seria meu... Só que não! LOL

Okay, não ganhei o carro e teoricamente um livro não é um dos melhores prêmios de consolação (se comparado a um carro), mas mesmo assim, fiquei feliz porque finalmente iria conferir O Diário de John Winchester, sonho de consumo para qualquer fã de Supernatural como eu! O livro é superhipermegablasteradvancedplus totally awesome!

Não espere uma narrativa arrumadinha e linear. O que você vai encontrar no livro é um apanhado de lendas e informações sobre criaturas sobrenaturais, intercalados com comentários de John sobre os filhos, a esposa falecida e a vida de caçador.

Esse livro é um verdadeiro presente para os fãs da série e do sobrenatural em geral. As lendas são tão interessantes que eu tinha dificuldade de largar o livro. E os comentários a respeito dos meninos... Simplesmente incríveis! Fiquei com muita vontade de apanhar meus DVDs e rever a primeira temporada da série.

Também foi bem legal ver diversas referências tanto a criaturas que já apareceram no seriado, quanto a fatos mencionados brevemente nos episódios e nos quadrinhos. O livro nos dar a oportunidade de conhecer ainda mais sobre os personagens que tanto amamos na série!

Acho que a única coisa que eu não gostei do livro foi a escolha da fonte para determinados trechos. Eu sei que o objetivo era imitar a caligrafia de uma pessoa, mas algumas passagens eram terríveis de entender e algumas letras se confundiam com outras. Fora isso, porém, o livro é maravilhoso!

Classificação: 5 revólveres Colt

Resenha: Os Homens que não Amavam as Mulheres de Stieg Larsson

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Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Stieg Larsson
Editora Companhia de Letras
522 páginas

Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois... Até um momento presente, desconfortavelmente presente. (retirado do skoob)
Dizer que ler Os Homens que não Amavam as Mulheres foi uma experiência interessante é muito pouco. Essa leitura foi simplesmente mais que perfeita! Eu não devorei o livro. Ele me devorou; me tragou para dentro dessa estória magnífica e só me deixou sair quando acabaram as páginas.

Para mim, o melhor livro é aquele que consegue te transportar para outro mundo e te faz esquecer-se de tudo e de todos ao seu redor. Os Homens que não Amavam as Mulheres fez isso comigo. Durante a leitura, eu sofri com Lisbeth; apaixonei-me por Mikael; e fiquei tão obcecada quanto Henrik com o desaparecimento de Harriet.

Muitos outros livros já me fizeram sentir-me parte da estória, mas normalmente eu mantenho um pé na realidade. Com Os Homens que não Amavam as Mulheres, porém, eu fui completamente transportada para o universo criado por Larsson. Eu literalmente desligava do mundo real quando estava com o livro em mãos. E durante a semana que levei para terminar o livro, eu respirava a estória e só conseguia falar sobre Lisbeth e Mikael. A Clarissa está de prova. Todas as vezes que encontrava com ela, só sabia suspirar pelo Mikael e repetir como estava achando o livro ph*da! Acho que a última vez que fiquei tão envolvida com um livro foi com Harry Potter.

Apesar de eu já ter visto as duas adaptações cinematográficas e saber exatamente quem era o vilão, o enredo do livro continuou completamente envolvente e sedutor. Tentei olhar a estória com olhos de alguém que não sabe a identidade do vilão, para tentar ver se o Larsson deixou alguma pista que pudesse levar o leitor a adivinhar a identidade da criatura, mas não consegui perceber nada. Absolutamente nada! Isso é, para mim, sinônimo de uma boa estória policial.

A leitura de Os Homens que não Amavam as Mulheres é maravilhosa. A narrativa flui muito bem, mesmo não sendo rápida, e com trechos enormes de descrições e informações que não são totalmente pertinentes ao enredo (Larsson gosta muito de dar detalhes e trivias sobre os personagens), ainda assim a leitura continua agradável.

O enredo é muito bem estruturado e mais intrigante ainda. Apesar de haver muitas informações e milhares de gerações de Vangers, é muito difícil você se perder, porque tudo vem bem explicadinho. Não boiei nem nas partes que os personagens falavam sobre economia. Não entendi totalmente, mas também não boiei.

Os personagens, não vou nem comentar. P-E-R-F-E-I-T-O-S! Ainda estou sofrendo de amores pelo Mikael e a Lisbeth é simplesmente ph*dástica! Os coadjuvantes também são excelentes. Adorei o Henrik e o Dragan Armansky, chefe de Lisbeth.

Bem, era isso que eu tinha a dizer. Os Homens que não Amavam as Mulheres é um livro fantástico e eu recomendo. Provavelmente a melhor leitura do ano para mim!

Classificação: 5 tatuagens de dragão.

Trecho Favorito: 
"O ofício de um investigador criminal talvez seja o mais solitário do mundo. Os amigos da vítima ficam revoltados e desesperados, mas cedo ou tarde, ao cabo de algumas semanas ou meses, a vida volta ao normal. Para familiares próximos, leva mais tempo, porém eles também acabam superando o desgosto e o desespero. A vida continua. Mas os crimes não resolvidos permanecem nos corroendo por dentro. No final das contas, uma única pessoa permanece pensando na vítima e tentando lhe fazer justiça: o tira encarregado do inquérito." (pág 183) 
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